Psicólogo Gilberto Rezende

"Para uma pessoa se pentear, um espelho ajuda; para uma pessoa se conhecer melhor, o espelho humano é a melhor ajuda".

Mauro Amatuzzi

Sexualidade Humana

Como é sabido, falar sobre sexualidade humana ainda é um dos grandes desafios enfrentados pelas famílias, escolas, ambiente religioso, e até mesmo dentro do próprio relacionamento. Também é notório que, devido a ideia do “proibido”, do “pecaminoso”, os problemas enfrentados nos relacionamentos quase sempre estão vinculados a questões sexuais. É bem verdade, que a sexualidade humana é formada de fatores biológicos, psicológicos, sociais e culturais. Nesse sentido, a maioria dos casos de insatisfação sexual poderá está vinculado a um desses fatores. Por isso, nunca é tarde destacar  que a sexualidade humana recebe influencias direta de alguns aspectos sociais como a cultura, a religião e do modo de vida de nossos antepassados.

Terapia Sexual ou Psicoterapia

A terapia sexual ou psicoterapia é uma forma de tratamento psicologico, sem contato físico entre profissional e cliente/paciente. Tem por finalidade, trabalhar as demandas com causas psicológicas, que envolvem questões relacionadas a sexualidade humana. Quanto o processo de escolha de tratamento, o mesmo pode se iniciar de forma individual ou juntamente com a paceira.

Principais Tratamentos

Disfunção Erétil

O principal marcador desse transtorno é a dificuldade acentuada para obter, manter e controlar a ereção durante a atividade sexual, por conta da diminuição na rigidez  erétil. Com isso, se não tratada de forma consciente, poderá impactar diretamente o desempenho  sexual do sujeito, bem como  sua autoestima.

Ejaculação Precoce

É a disfunção sexual  que ocorre pela dificuldade do controle  ejaculatório, antecipando, com isso, o orgasmo durante a relação sexual que muita das vezes a penetração nem ocorre, deixando o ato sexual incompleto.

Ejaculação Retardada

É caracterizada pelo atraso acentuado da ejaculação, mesmo havendo a estimulação adequada e o desejo de ejacular. Durante a vida, pode ser algo, situacional ou pontual, dessa forma,  só é considerado uma disfunção sexual quando ocorre com frequência e resulta em sofrimento para o indivíduo.

Falta de Libido

Chamado de “desejo hipoativo” pela falta ou diminuição do desejo, ou seja,  falta de motivação para o ato sexual. Vale ressaltar que, isso pode ocorrer em ambos os sexos, em diversas situações, tendo como marcadores, os pensamentos  e/ou fantasias eróticas, falta de recetividade pela parceria quanto a iniciativa de um dos parceiros.

Ausência de confiança para se relacionar

Está ligado a autoestima, que é deflagrado as vezes  pela sequência de traumas ocasionados por experiências negativas nas relações,  disfunções sexuais ou abusos, que pode aumentar a ansiedade comprometendo o desempenho na relação com a parceria.

Vaginismo

Associada a dor, medo e dificuldade na penetração vaginal por conta da contração da musculatura do assoalho pélvico no momento da relação sexual. Isso ocorre quando há dificuldades persistentes ou resistentes na penetração vaginal durante a relação sexual, dor vulvovaginal  intensa durante a relação ou nas tentativas de penetração, por conta da tensão ou contração acentuada dos músculos do assoalho pélvico também durante a penetração.

Anorgasmia

É caracterizada pela dificuldade e/ou ausência persistente em atingir o orgasmo ou sensações orgásmicas. Sua ocorrência poderá ser apenas em algumas situações e de forma generalizada, contudo, se confirma quando a mulher  nunca consegue atingir o orgasmo, mesmo quando há estímulo sexual.

Problemas conjugais

Caracterizados pelo desdobramentos dos problemas conjugais e/ou trava na relação, afetando diretamente a relação sexual do casal. Nesse caso, assim como os conflitos, a resolução dos mesmos , necessariamente, exige que o tratamento de ser  direcionado ao casal, com sessões em conjunto e de forma individual, a fim de discutir diferenças e aprimorar a compreensão e a capacidade de resolução de conflitos. 

Vício em pornografia

Caracterizado por uma busca descontrolada e irresistível por conteúdos pornográficos, que alimente a cadeia de estímulos sexuais. É marcado pelo sentimento de impotência em resistir a pornografia, mesmo que esteja causando prejuízos  psicológicos, físicos e sociais e sobretudo na relação com a parceria.